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adimiradora de música, história, gatos... apaixonada e racional, séria e lesa.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Memória como documento de história vivida, emoções analisadas de forma contextual...
O mesmo espaço físico difere em tempos distintos...o mesmo caminho, o mesmo trajeto, porém com sentidos específicos, um em cada tempo seu. o início e o fim. o fim e o início. calourada, colação. formatura, perspectivas.


Estava eu voltando da Rural esta semana. Um dia antes tinha entrado na sala do primeiro período para dar um aviso. Há muito não retornava àquela sala...a representação do começo de tudo. E quando saltei do ônibus, fazendo meu percurso de sempre, repentinamente relembrei da primeira vez que fiz aquele caminho de volta pra casa. O dia da Aula Magna! O "grande dia" pra mim, naquele momento. E lembrei como eu estava vestida, como eu vim andando, quase saltitando de alegria por estar no curso de História na Rural.

Vinha eu, vestida em um calça jeans e camisa da Hello Kitty, um par de tênis cinza com rosa, carregando duas revistas de História de edições passadas nas mãos junto com o manual dos calouros. Eu sabia, tinha certeza que era um marco na minha vida aquele momento. Eu queria que fosse, eu sentia que era. Como eu sonhava naquela época...como eu tinha certeza que as coisas dariam certo! Otimismo em pessoa! e a partir disso construi minha trajetória acadêmica, participei de vários espaços na universidade, iniciei o meu propósito em entrar no curso de História: pesquisar e lecionar.

Sinto que tudo valeu a pena e até extrapolou o que aquela menina sonhadora pensava ao voltar da sua primeira experiência como universitária.

Pensei nisso esta semana...e sorri, voltando para casa e me olhando, vendo em minha frente ela/eu da minha memória.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Para a turma HT1 - 2006.1

Entre as águas cloradas e salgadas,
Previsões de amizades eternas.
Por mais que o tempo se dispersa,
As lembranças serão guardadas.

Na razão, pensamentos de futuro.
Emoção, sentimentos refletidos.
Luz em falas no escuro.
Face úmida para os amigos.

Um abraço que abarcou todos.
O sorriso que não satura.
Que as leseiras desse povo,
Faça eterna esta turma.

Amo todos vocês! ='D

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ser feliz é saber que se é feliz

É curtir o abraço, é permitir o brilho nos olhos.
É gargalhar com todas as células do corpo.

É sentir o afago, é acolher amizade recente.
É galhofar em loucas conversas sem sentido.

É saber do amor, é conhecer sua forma de fala.
É se entregar sem esperar o amanhã.

É estar em mim mesma, é saber que é assim por que é.
É abarcar os meus momentos de feliz.

=D

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ciclo

Não há mais férias...


Sem aulas para assistir,
Sem tempo a perder.


Sem provas para fazer,
Com textos para ler.


Com as noites livres,
Sem manhãs de sonos tardes.

Nada para estudar.
Tudo para estudar.

Graduação.
Mestrado, concursos...

Não há mais férias...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Mais uma vez


Sobe uma emoção pelo estômago...
Suspiros são inevitáveis, pela real falta de ar
Os pensamentos divagam em lembranças que puxam os lábios em sorriso
Os olhos fechados ou parados no tempo, naquele tempo, minuto perfeito que lhe congela em um reviver de toques, cheiros e imagens.

Paixão.

Já acreditei em primeira vista.
Acredito na segunda, na terceira...em anos avistando a mesma pessoa, com seus defeitos, suas fraquezas, seus momentos de necessidade de colo em que eu estava lá.
Amor? certamente.
Mas é um equívoco achar que a paixão acaba para o amor decantar e tornar tudo calmaria.
A emoção deve persistir, deve ser cultivada, ser sentida sem pensar em prazo de validade.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Escrever...


É a possibilidade do dizer para si mesmo.
O espelho das emoções, reflexões, opiniões.
Escrever pode ser também comprovar.
Argumentar documentalmente.
Inventar sobre o inventado por outros.
Escrever, acima de tudo, é uma arte.
Mas não somente por regras de montagem de textos.
É arte por articular ideias, ou sentimentos que envolvem o leitor.
Escrever é um exercício...mas também é inspiração.



quinta-feira, 15 de julho de 2010

Abraço

É preciso esperar o dia terminar para dar seu veredito.
Momentos de amizade, risadas e conversas.
Encontro inesperado.

Assunto inesperado.

Pensamentos densos e nauseantes envolvem a madrugada fria.
O corpo aos gritos está silenciado, abafado em um estressante papitar de peito com mãos geladas.
O dia não era para acabar assim, não deveria acabar assim.

Mas não acaba.

A porta se abre.
Causando surpresa, aos braços abertos, o coração daquele homem grisalho é declarado como presente, seu mais precioso presente.
As lágrimas lavaram minha alma aflita, me acalmaram, me fizeram dizer que amo.

Nunca precisei tanto de um abraço como naquele momento...não resistimos, os dois, e deixamos nossos olhos inundarem. Por motivos diferentes, mas com o mesmo sentimento.

Agora o dia pode adormecer em paz...





quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sol, praia, peixe frito e guaraná.

Brisas leves de liberdade assanham seus cabelos.
Os olhos cerrados permitem que se abra um sorriso discreto em seu rosto de menina.
É o simples ato de sentir o mundo, o dia de sol pela janela.

A vontade de sentir as águas do mar acariciando seus pés, que tem andado tão rápido ultimamente...
O gosto do peixe frito com limão enchem sua boca d'água...o guaraná no copo cheio de gelo...hummm
O sol na pele.

Ai! que saudade do mar!
Que saudade de tudo que o mar representa: férias, brincadeiras, andar na areia cedo da manhã.
Que vontade de mar...

E esses pensamentos mesclado em lembranças e desejos invadem ela.
Abre os olhos.
o sorriso de abre de vez.

"preciso ir à praia!"

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Cores


Céu laranja e amarelo.
Minhas cores preferidas
Hoje, cores de um fim de dia de trabalho
Início de noite de mais escritas
O preto, a cidade pontilhando de luz artificial.
Lá em cima ainda há um pouco de azul...

Vejo isso...a frente da cena, uma tela enredada
A frente da tela, uma janela de vidro
A frente da janela de vidro, outra tela iluminada
De frente para esta tela, estou eu
Emendando uma manhã, uma tarde e uma noite.
Porém, feliz...
São minhas cores preferidas.

sábado, 19 de junho de 2010

Mente

O corpo está cansado, mas resiste fortemente
A mente precisa colocar para fora o que a está consumindo...
E escreve, e escreve, e escreve...

Mas ainda precisa procurar mais, comprovar mais, fabricar mais
E pensa, e pensa, e pensa...
Mas não consegue arquitetar mais nada nas horas amanhecidas

Os pássaros lembram que é preciso desligar
Delisgar a tela, desligar a mente
E o turbilhão de pensamentos incompletos adormece de exaustão.