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adimiradora de música, história, gatos... apaixonada e racional, séria e lesa.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ela só queria um lar


Ela só queria um lar
E um lar nem sempre é um lugar

É um estado de espírito, um estar
Uma vontade de não ir
A vontade de ficar

É sentir-se acolhida, acalentada
Bem-vinda, relaxada
Curtir o dormir e o acordar

Só então se faz o espaço
A construção física
Os tijolos e vigas de aço

Mas concreto e sentimento
Nem sempre estão juntos
Vai de nós tentar juntar

É o esforço dos dias
Compreenda, não condene
Mas sozinha, tendo à falhar.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Orientador Preferido


De tão exigente,
Tem gente que teme em o encontrar
Pagar a cadeira, então!
"Oh, não!" medo de o encarar!

A "fama" se fez.
Talvez mais além do que vigora.
Alunos de História já sabem:
"Difícil é professor Wellington Barbosa!"

Mas vou dizer
Escrever tendo como base seu zelo
Apreço e grande dedicação
Mostrarão o porquê de tanto respeito.

"Amantíssimo orientador"
"Professor", mas também grande amigo.
Querido como um pai acadêmico
Agradeço por termos nos escolhido.

Parabéns, meu orientador preferido, ainda que sejas o único!
Com carinho,
Emmanuelle (com dois "Ms" e dois "Ls"), ou simplesmente Manu.








terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ela



Hoje pensei em familia...num conceito amplo.
Nem sempre composta por humanos.
E me veio a saudade...

É uma dor anestesiada, lágrimas que escorrem facilmente, sem demora.
Lembranças...vontade de olhar ao lado, e encontrar ainda lá.
De dormir junto, de fazer carinho, de levar dentada seguida de lambida.

De ouvir o miado e tentar decifrá-lo.
De chegar em casa e chamá-la.
De saber que, se estivesse triste, ela viria para meu colo.

De brincar de correr pela casa.
De simplesmente saber que ela está.

Cresci com ela, aprendi a ser sensível com ela.
Obrigada, minha felina, minha Adely.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Nada é tão simples...ainda não.

Aquele líquido salgado escorre pseudo levando a angústia e a mágoa...
É sempre assim, a mesma sensação ruim, de quase desmaio
De quase irreparável 
Do desejo de não ter acontecido.


Será que sempre sou eu? Sempre a responsabilidade é minha do que é errado?
Então o erro sou eu...está em mim.
Não é possível...será possível?!
Tenho que ser "perfeita"...e isso me deixa desfeita...
Me cobro, não me permito...
E quanto mais não me permito certas coisas, vou errando feio em outras, 
Mais palpáveis, com raio mais amplo.
Atingindo quem eu jamais quis atingir, soando como proposital, malvadamente proposital...

Não o é.
De repente...não controlei!
Mas isso não pode mais acontecer...
Nunca mais...até o fim das nossas vidas.
É simples: não faça!
Não...nãaooo...
Não farei...
Não me permitirei, não me magoarei.

Tenho agora que "simplesmente" arrumar um jeito de engolir
Mas sem sentir dores no estômago, nem de forma figurada, nem literal.
Talvez os 30 segundos...talvez uma atividade física...
Talvez essa sensação que me toma por inteiro agora, servindo de forma behaviorista.
"É simples: não faça!"

Nada é tão simples...ainda não.
Mas deverá ser, tem que ser...
E ponto.




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Conflito

O vazio do tempo me enche de nada
Espalha rotina pra todos os lados
Espaço aclarado, sem cores e sons
Visões do futuro apressam seus passos

Feliz esperança abraça a alma
Acalma, encanta, se faz pensamento
Tormento esperar, contando seus dias
Mas dias sem data... se faz sofrimento.

"Vai dar certo!", "Tenha fé!"
E a que pé está a ansiedade?
Necessidade extrema de dia e hora
De um "agora sim está tudo concreto!"

Aflição toma conta onde era apatia
Enradia do peito a fagulha de "se"
Ensiste na dúvida do não acertado
Malvado "e se" causando agonia.

"Não quero pensar..vem o que é pra ter"
E SE acaso não vir a ser?
Esquecer todos os planos e mudar o rumo?
Assumo: não sei como devo fazer!

Mas nem tudo se encontra perdido
Medito, relaxo, controlo o pulso
Expulso as nuvens pesadas dos olhos
Acordo a mente de volta ao seguro.

E resta seguir com o que temos nas mãos
Jargão de "presente fazendo o futuro"
Aturo, aguento,  veremos se dá
Trabalhar esperando, o dia virá!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

04:33 am - Dissertação

Enebriada em cansaço
Estafada em pensamentos
Já não sei que mais aprendo
Já não sei que mais eu falo

Tanto fico quanto calo
Tanto afago mente adentro...
Só um dia? Tanto tempo!
Segundos eternizados

Tempo lento acelerado
Baseado em juramento
"Já termino com que tenho!"
Sempre há mais acrescentado

Políticos, policiados
Jornais e documentos
Textos e seus argumentos...
E eu de volta ao trabalho!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

É minha paz

Está no íntimo, no a sós, na cobrança de si para si mesmo.
Não interessa se ninguém vai ver, ninguém vai saber,
Você vai ver, você vai saber... você não faz.
Por mais que o mundo te pegue pela mão e te guie "naturalmente" para as tramas sedutoras da quebra de valores,
Por mais que você esteja na iminência de cair na armadilha,
Algo grita no seu âmago "ainda dá tempo, não vá!". E você não vai.
E só o pensamento da quase possibilidade de não resistir te incomoda.
Integridade.
É o que ainda resta, o que ainda nos livra da total "feladaputagem" entre todos.
É a única certeza que tenho do que eu não quero mudar em mim.
É meu escudo. É minha paz.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Discurso Eleitoral

Mau - situação

Angústia no peito
Perverso desejo
Ou sonho ruim

Ativam a mente
"Não seja clemente"
Caminho sem fim

Não olhe pra luz
Assim não faz juz
Ao que escolheu

Habite as trevas
Então faça a festa
O mundo é teu!

____________________

Bem (?) - oposição

O que tens em troca?
União ou discórdia?
Que queres, então?

Ter no pensamento
A paz, acalento
Gerar compaixão?

Se "sim", então vem
De volta pra o Bem
Aqui é teu lar!

Não tem armadilha
Só há a partilha
Do amor ao amar.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Gripe

Mente febril, pensamentos aéreos.
Etéreos como álcool na atmosfera
Exaspera a vontade de acordar
Despertar desse clima de sonho.

Medonho o zunido nos tímpanos
Pífanos tocam sem sessar
Limiar entre o tonto e o lerdo
Desespero por não avivar

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"Tempo Perdido"

Cá estou com meus devaneios...
Contraditoriamente com uma música de Legião Urbana em mente mas não sendo saudosista.
Penso em mim, hoje...
Em que eu sou, como sou.
Como penso que posso ser daqui pra frente...mas sem expectativas carcerárias.
Sem caminhos retos, fixos, bitolados...porém sem perder alguns focos.

Continuo aprendendo na estrada cheia de meandros, a ideia principal é exatamente essa.
A vida me testa, coloca desafios a serem respondidos, vividos e superados.
Me mostra o quanto eu sou tão feliz, dentre as possibilidades dos acontecimentos.
O quanto meus problemas, de certa forma, são fáceis de resolver, por eu tentar sempre resolve-los.
O quanto eu não devo reclamar...o quanto eu tenho que colocar um sentindo útil para tudo que vivo.
Não posso perder tempo em lamentações.

Lamentar é fácil. É cômodo. É desviar a sua responsabilidade para os outros ou para o "destino".
Amadurecer, isso sim é difícil.
Ter segurança em si mesmo, tendo a consciência de que você é responsável por como vai conduzir sua vida de hoje em diante. Isso é difícil.
Mas, vejo que estou sabendo fazer...aprendi a crescer.
Me permito crescer.

"Sempre em frente, não temos tempo a perder", como disse o sábio Renato...