Nem é pobre, nem é rica
Nem saudável, nem doída
Nem alegre, nem sofrida
Nem chegada, nem partida.
A vida nem é a letra maiúscula, nem o ponto final.
É sujeito e predicado, é emoção no racional,
a ação dos verbos, o aposto explicativo
o artigo indefinido, a exceção gramatical.
E em suas reticências cabe tanta experiência, muito além das diferenças no oposto diametral.
Meandros, meio, miolo,
a liga, o tijolo,
o que nos compõe, o que sentimos dos outros...
Isso que a constrói.
Nem 80, nem 8.
Nunca gostei de escrever poemas, menos ainda com rima e métrica. Mas algo estranho vem me ocorrendo nos últimos tempos...eu venho escrevendo algumas coisas. Coisas essas que são como um interpretar de sentimentos, transformados em palavras, frases, versos repentinos. Assim que esses momentos forem surgindo, pretendo registrar aqui.
Quem sou eu
- Emmaleska
- adimiradora de música, história, gatos... apaixonada e racional, séria e lesa.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Vida vivida
Tanto tempo que não venho aqui
Mas às vezes sumir é um bom sinal
Afinal precisamos seguir
e sentir que viver tem bem e tem mal.
Se feliz, nem penso em poema
Já o dilema me faz produzir
Aqui e ali, sem rima ou com trena
Acena a ideia, de pronto, ao sair.
O tempo, se sabe, nem sempre é amigo
E isso eu digo de tanto correr
Descer, subir escada, em conflito
Aflitos, os pés não devem ceder.
Mas então como vai sua vida?
Depende do dia, depende da lida
Ou como me vejo em meio à rotina
Se ganho carinho da minha felina
Como me encaixo em tanta entrelinha
que me tece em pano de estamparia
E me deixa assim...achada e perdida
Em meio a desejos, planos e a própria vida vivida.
Mas às vezes sumir é um bom sinal
Afinal precisamos seguir
e sentir que viver tem bem e tem mal.
Se feliz, nem penso em poema
Já o dilema me faz produzir
Aqui e ali, sem rima ou com trena
Acena a ideia, de pronto, ao sair.
O tempo, se sabe, nem sempre é amigo
E isso eu digo de tanto correr
Descer, subir escada, em conflito
Aflitos, os pés não devem ceder.
Mas então como vai sua vida?
Depende do dia, depende da lida
Ou como me vejo em meio à rotina
Se ganho carinho da minha felina
Como me encaixo em tanta entrelinha
que me tece em pano de estamparia
E me deixa assim...achada e perdida
Em meio a desejos, planos e a própria vida vivida.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Transição
Estar em período de transição é algo conflituoso e incômodo.
Não gosto de me sentir incomodada...mas e quem gosta? Gostamos de sentir a estabilidade
nos acolhendo, nos protegendo de todos os perigos das novidades do mundo lá
fora. O medo de errar, de perder, de ter que escolher, nos rodeia como um
carrasco esperando a sua vítima. Medo de viver...mas viver é se arriscar, é de
repente topar com pessoas ignorantes, grossas e antiéticas, com pessoas que não
valorizam o seu trabalho, com seres ínfimos que conseguem tirar sua paz. Medo de se submeter a testes de adequações de
padrões preestabelecidos, medo de não estar nesses padrões... de não ser
aceito, de não aceitar, medo de não crescer. Mas, viver é se arriscar. Mas, não
quero me arriscar...mas, quero viver. É,
isso é incompatível e tão desejado. Tudo bem...dentre os riscos estão boas surpresas.
E não o presente passado de Koselleck, mas o presente este mesmo, já,
neste......exato segundo, nestas vivências imediatas. Esta é a única chance temporal
que temos de mudar este sentimento de nó na garganta, que adoece (por vezes
literalmente) e nos deixa entregues à angústia. Sei que devo me agarrar a isso,
ao otimismo e findar este pequeno texto com uma mensagem de esperança para mim
mesma. Prefiro ser realista ao ponto de dizer: sim, você vai continuar
encontrando pessoas imbecis e pequenas pelo caminho, e vai ter que lidar com
isso; você precisa se preocupar sim em se adequar aos espaços que quer
pertencer; você vai ter que escolher o tempo inteiro sobre os rumos da sua
vida; e em meio a tudo isso, a pesar de tudo, terá pessoas que valem a pena
estar perto, amar de que forma for, desejar o bem delas. A vida é essa ausência
de definição, que deve ser vivida e ponto.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Flor
Uma rosa desabrocha numa noite de luar
Vem da flora a estranha hora para o novo despertar
E agora? Vai embora? Ou da rosa vai cuidar?
“Fica posta em meia hora a mesa para o seu jantar”
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Simplória (?)
Será
que ela é tão simplória quanto acha-se que ela é?
E agora só me resta desejar sorte, paciência e
ainda mais compreensão à quem vai lidar com essa Simplória “metida” à Complexa.
De
fácil leitura, de caminho previsível e fala esperada?
E os
pensamentos?
- Ah!
Estes nunca mudam, são de verdades absolutas.
Atitudes
sem surpresas.
Se
os argumentos fogem do seu “padrão”, são certamente mentirosos.
Ousar
mudar?
- Jamais!
Isso não faz parte dela... Eu a conheço e sei que não faz parte dela.
Ela
é linear, teleológica, como toda boa pessoa simplória.
De
fácil entendimento, simples de decifrar.
É o
oposto de pessoas complexas e indecifráveis, que nunca serão entendidas e
desvendas. Pessoas tidas, pelos simplórios, como estranhas e até mesmo chatas.
Um Simplório
jamais se entenderia com um Complexo, não teriam a capacidade de abstração
necessária para manter um diálogo com um desses, sendo impulsionado a zarpar o
mais de pressa possível.
Mas,
tem algo errado... uma Simplória “metida” à Complexa?
Que
procura entender um grão do chão da essência de um Complexo e gerar um
equilíbrio?
Ela por
mais que, ao ser vista como uma Simplória, não gere credibilidade nas suas
mudanças, procura sim mudar para melhor, pensando na harmonia e na felicidade
que abarque os dois lados da moeda.
Ela
que não suporta ser previsível e constante em seus defeitos. Mesmo aos poucos,
um por vezes, tenta ajusta-los, refletir sobre eles.
Mas,
então...Ela não é tão simplória assim!
Não,
não é.
Simplórios
não refletem o próprio fato de serem simplórios... apenas vivem, pulam, cantam
e dançam, e são felizes assim.
Ela
não. Começou a dosar o sentido de “felicidade”.
É,
mas ela tem que entender que isso não será aceito de imediato. Isso será constatado
em atos (ela espera que sim...).
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Correndo
Correndo...
Contra o tempo
Contra o medo,
Cobiça e desalento
Contra o vento
Que me acalma
Afaga o rosto,
Sorriso exposto
Correndo...
E vendo que o fim
É o próprio meio...
Com apresso,
Acelero o tempo
Correndo...
Com o corpo
Com a mente
Sempre em frente
Com intento
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Especialmente só deles
Quer ser desarrumada, descabelada, impactada...
Ser pega pelo braço, puxada contra peito másculo.
Sentir o deslizar dos lábios...
Sentir o deslizar...
A cintura ser uma curva perfeita para o pressionar das mãos.
As pernas serem a moldura perfeita...
A pele exalando desejo com aroma de romã e manga
Pedindo silenciosamente, sinuosamente, por aquele corpo.
Dedos entre os cabelos
Bocas se devorando
Respirações se confundindo
Calcanhares cruzando nas costas
Mãos que vão para as coxas, com força...
Sons
Suor
Grunhidos
Palavras
No ouvido...
Pressionando, arranhando...
Línguas sentindo o gosto da pele, dos lábios...
Olhos fechando, corpos se confundindo...
Chegando juntos a um lugar só deles...
Especialmente só deles...
domingo, 14 de outubro de 2012
Drama
Negar um telefonema
Nem permitir uma alternativa
Com uma linha predefinida
Finda um inexistente dilema
A boca que agora cala
Avesso da mente que grita
“Mas já tem outra saída!”
Sufocada pela lógica clara
Deixemos que se pense
Vai ser difícil de entender
A culpa vai aparecer
Mesmo que indevidamente
Ainda que eu diga não
Que foi a escolha mais sensata
Que não há linha intacta
Ficarei sem ter razão
sábado, 8 de setembro de 2012
Foto - Negativo
Não somos idênticos
Às vezes divergimos
Algumas poucas discutimos
Mas nada em desalento
Músicas diferentes
Entre filmes e livros
Outro gosto para os vídeos
Distinções aparentes
A foto e o negativo
De início são opostos
Da imagem são dois pólos
Mas juntos são assertivos
Contam a mesma história
De perspectivas em reflexo
Num jogo espelho-objeto
Não são contraditórias
E somos eu e você
Dois mundos em complemento
Telepático entrosamento
Tão gosto de viver
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Vício Criativo
À luz da vela, pensamentos angustiam
Não basta o frio, a escuridão também a toma
Vem à tona impaciente esperar da volta
Não retorna, minutos em abstinência de soma.
Acender amarelado me chama o sono
Estrondo onde o moderno vira breu
Sorveu o comunicar acelerado
"Digitado" (re)torna-se "escreveu".
E um tempo de "quando não havia"
Alivia em lembranças o vício permanente...
(PAUSA)
- Ufa! A energia voltou! Vou postar isso imediatamente!
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