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adimiradora de música, história, gatos... apaixonada e racional, séria e lesa.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Mais uma vez


Sobe uma emoção pelo estômago...
Suspiros são inevitáveis, pela real falta de ar
Os pensamentos divagam em lembranças que puxam os lábios em sorriso
Os olhos fechados ou parados no tempo, naquele tempo, minuto perfeito que lhe congela em um reviver de toques, cheiros e imagens.

Paixão.

Já acreditei em primeira vista.
Acredito na segunda, na terceira...em anos avistando a mesma pessoa, com seus defeitos, suas fraquezas, seus momentos de necessidade de colo em que eu estava lá.
Amor? certamente.
Mas é um equívoco achar que a paixão acaba para o amor decantar e tornar tudo calmaria.
A emoção deve persistir, deve ser cultivada, ser sentida sem pensar em prazo de validade.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Escrever...


É a possibilidade do dizer para si mesmo.
O espelho das emoções, reflexões, opiniões.
Escrever pode ser também comprovar.
Argumentar documentalmente.
Inventar sobre o inventado por outros.
Escrever, acima de tudo, é uma arte.
Mas não somente por regras de montagem de textos.
É arte por articular ideias, ou sentimentos que envolvem o leitor.
Escrever é um exercício...mas também é inspiração.



quinta-feira, 15 de julho de 2010

Abraço

É preciso esperar o dia terminar para dar seu veredito.
Momentos de amizade, risadas e conversas.
Encontro inesperado.

Assunto inesperado.

Pensamentos densos e nauseantes envolvem a madrugada fria.
O corpo aos gritos está silenciado, abafado em um estressante papitar de peito com mãos geladas.
O dia não era para acabar assim, não deveria acabar assim.

Mas não acaba.

A porta se abre.
Causando surpresa, aos braços abertos, o coração daquele homem grisalho é declarado como presente, seu mais precioso presente.
As lágrimas lavaram minha alma aflita, me acalmaram, me fizeram dizer que amo.

Nunca precisei tanto de um abraço como naquele momento...não resistimos, os dois, e deixamos nossos olhos inundarem. Por motivos diferentes, mas com o mesmo sentimento.

Agora o dia pode adormecer em paz...





quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sol, praia, peixe frito e guaraná.

Brisas leves de liberdade assanham seus cabelos.
Os olhos cerrados permitem que se abra um sorriso discreto em seu rosto de menina.
É o simples ato de sentir o mundo, o dia de sol pela janela.

A vontade de sentir as águas do mar acariciando seus pés, que tem andado tão rápido ultimamente...
O gosto do peixe frito com limão enchem sua boca d'água...o guaraná no copo cheio de gelo...hummm
O sol na pele.

Ai! que saudade do mar!
Que saudade de tudo que o mar representa: férias, brincadeiras, andar na areia cedo da manhã.
Que vontade de mar...

E esses pensamentos mesclado em lembranças e desejos invadem ela.
Abre os olhos.
o sorriso de abre de vez.

"preciso ir à praia!"

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Cores


Céu laranja e amarelo.
Minhas cores preferidas
Hoje, cores de um fim de dia de trabalho
Início de noite de mais escritas
O preto, a cidade pontilhando de luz artificial.
Lá em cima ainda há um pouco de azul...

Vejo isso...a frente da cena, uma tela enredada
A frente da tela, uma janela de vidro
A frente da janela de vidro, outra tela iluminada
De frente para esta tela, estou eu
Emendando uma manhã, uma tarde e uma noite.
Porém, feliz...
São minhas cores preferidas.

sábado, 19 de junho de 2010

Mente

O corpo está cansado, mas resiste fortemente
A mente precisa colocar para fora o que a está consumindo...
E escreve, e escreve, e escreve...

Mas ainda precisa procurar mais, comprovar mais, fabricar mais
E pensa, e pensa, e pensa...
Mas não consegue arquitetar mais nada nas horas amanhecidas

Os pássaros lembram que é preciso desligar
Delisgar a tela, desligar a mente
E o turbilhão de pensamentos incompletos adormece de exaustão.

domingo, 13 de junho de 2010

Sono...

Companheiro constante
Inebriante sentir de ninar
que sempre me faz divagar
Em pensamento confuso ao real

Ilegal parceiro do dia
Maestria no seu comandar
Continua no meu acordar
Permanece no meu fim diurno

Obscuro mesmo na luz
Conduz em seu tempo-lugar
E pra mim só há de restar
Enganá-lo no seu me enganar


(dessa vez saiu rimado! :D )

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Notas de rodapé num dia incomum

Numa quebra de rotina
Já ao raiar da minha manhã
Percebo que o dia será diferente
Sinto pairando na mente um ar de descompromisso
A tranquilidade fará parte da minha programação

Em meio a tarde, fez-se a escuridão...
Mas um breu de liberdade, de sorriso e brincadeira
O medo torna-se galhofa, eu sabia que o dia seria incomum

O início da noite traz pensamentos de vontades
Daquelas que, se este dia fosse um qualquer, não seriam realizadas
Eis que eu sou chamada por uma voz dengosa
Me pedia favores sérios, não podia (nem queria) negar a fazer

Fazer notas de rodapé nunca foi tão empolgante, inebriante...
Entre livros, roupas e parede, de súbito, houve um encontro:
A quebra de rotina, com a liberdade, com a vontade.

Minha História querida


E o que é a história?

Foram anos de convivência, viagens, VAs
Cada um com seu estilo, cada um com suas queixas
Verdades diferentes imersas em expectativas comuns
"Como vai ser daqui pra frente?"
"Será que tenho mais chances que um advogado?" (ninguém mereceu essa comparação no dia daquela aula...vixe!)

E as perguntas vagam em nossas mentes
Mas uma coisa é certa:
Esses quatro anos e meio está sendo um tempo inesquecível
Tempo em que acompanhamos o crescimento, as mudanças dos nossos amigos e colegas
Tempo em que mudamos
Tempo em que eu mudei a minha visão de mundo, e isso não poderá mais ser quebrado.

E o que é a história?
É o que sentimos que deve ser lembrado...
E eu lembrarei sempre com um sorriso no rosto desses anos de aulas, namorado, amigos, professores amigos, da minha história sendo vivida de forma tão intensa.

O melhor é saber que, por mais que o momento não volte, estará sempre presente em pessoas que ficaram e em lembranças inapagáveis...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Tic-Tac monográfico

Como soa alto o som dos segundos seguindo em minha sala
As engrenagens do relógio me lembram que o tempo não espera a inspiração
Ele passa, e passa, e passa...

E passa em minha cabeça que eu deveria estar fazendo um monte de coisas
Ou simplesmente não fazendo nada em meu repouso letárgico
Mas cá estou, escrevendo de forma não “monográfica”

E então decido escutar meu vigia, o “tic-tac” ensurdecedor na madrugada quieta.
Espremerei minha cabeça para historiar com meus jornais e livros...

E.V.